
Conhecer para prevenir
A prevenção do câncer de mama envolve cuidados que ajudam a reduzir o risco de desenvolver a doença (prevenção primária) e envolver estratégias para identificar o câncer de mama de forma precoce (prevenção secundária). Existem diversas medidas relacionadas a estilo de vida que podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver câncer de mama.

Álcool
O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de câncer de mama e esse risco aumenta conforme a quantidade consumida. Não existe quantidade segura de álcool — mesmo baixos níveis de consumo aumentam o risco de câncer. Não importa se é vinho, cerveja ou destilado. Quanto menor o consumo, menor o risco. Não consumir álcool é a opção de menor risco para a prevenção de câncer. O álcool é classificado como carcinógeno do Grupo 1, ou seja, indica um alto grau de certeza desta evidência.

Cigarro
O tabagismo está relacionado a diversos tipos de câncer e também pode contribuir para o aumento de risco de câncer de mama, especialmente quando o hábito se inicia precocemente ou se mantém por muitos anos.

Alimentação
Uma alimentação equilibrada pode auxiliar na manutenção da saúde e de um peso corporal adequado, fatores importantes na prevenção do câncer de mama. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e alimentos pouco processados, associada a redução de consumo de ultraprocessados e ao controle de excesso de peso, sobretudo após a menopausa, faz parte de um estilo de vida saudável e protetor.

Exercício físico
A prática regular de atividade física está associada à redução do risco de câncer de mama, enquanto que o sedentarismo e o excesso de peso podem contribuir para o aumento desse risco. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é atividade aeróbica como caminhada rápida, bicicleta ou natação (de 150 a 300 minutos por semana de atividade intensa moderada ou de 75 a 150 minutos por semana de intensa e vigorosa) aliada a exercícios de resistência ou musculação. Além disso, se recomenda reduzir o comportamento sedentário, ou seja, diminuir períodos prolongados sentado ou inativo.

Genética
A maioria dos casos de câncer de mama ocorre de forma esporádica, porém uma parcela dos casos está relacionada a alterações genéticas hereditárias. Os principais genes associados ao aumento do risco são: BRCA1, BRCA2, PALB2, TP53, CHEK2. A história pessoal e familiar de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata pode indicar a necessidade de aconselhamento genético e avaliação especializada.

Calculadoras de Risco
Existem calculadoras de risco para câncer de mama que são ferramentas que ajudam a estimar a probabilidade individual de uma mulher desenvolver a doença ao longo dos próximos anos ou durante a vida. Para esse cálculo podem ser consideradas informações como idade, histórico familiar, características reprodutivas e hormonais, alterações prévias da mama, densidade mamária e, em alguns casos, informações genéticas. Essa avaliação auxilia o mastologista a identificar mulheres com risco aumentado e a planejar uma estratégia de prevenção e acompanhamento mais personalizada. As principais calculadoras de riscos são o Tyrer Cuzick/IBIS, Gail e a CanRisk/BOADICEA.
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